Hoje é 20 de outubro de 2026 15:50

Professora aposentada da UFG segue internada em estado grave após ataque

Elizabeth Caramaschi foi agredida com garrafa quebrada no Setor Bueno e suspeito teve prisão convertida em preventiva por tentativa de feminicídio
Professora aposentada Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, segue internada em estado grave após sofrer ataque de desconhecido no Setor Bueno // Foto: Reprodução/Redes Sociais

A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, permanece internada em estado grave no Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) após ser esfaqueada com uma garrafa de vidro quebrada. O ataque ocorreu no último domingo (18/10/2026), no Setor Bueno, em Goiânia, enquanto a docente fazia uma caminhada nas proximidades do Parque Vaca Brava.

Conforme constatação médica citada no processo judicial, a idosa sofreu traumatismo craniano, ferimento cortante na face e quatro perfurações na região dorsal. Câmeras de segurança do local registraram o momento em que a vítima tentou se defender e fugir, mas foi perseguida, derrubada e atingida por múltiplos golpes. Pedestres que passavam pela região prestaram os primeiros socorros logo após a agressão até o transporte hospitalar.

O autor do crime foi identificado como Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, preso em flagrante pela Polícia Militar. De acordo com os registros policiais, o investigado havia se envolvido em uma briga prévia com outro homem e já circulava com o gargalo quebrado nas mãos. Durante a abordagem, o suspeito resistiu à prisão, ameaçou os agentes e acabou baleado nas pernas para ser contido.

Nesta segunda-feira (19/10/2026), o suspeito, que seria morador de rua, passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, passando a responder por tentativa de feminicídio. Na decisão, o magistrado destacou que “a multiplicidade dos golpes, o instrumento empregado e a acentuada vulnerabilidade física da ofendida revelam brutalidade que ultrapassa a gravidade abstrata do delito e evidencia risco concreto à ordem pública”.

Sobre a dinâmica dos fatos, Thiago Caramaschi, filho da docente, desabafou sobre a violência sofrida pela mãe no bairro. “Pelas informações preliminares que nós ficamos sabendo, foi uma briga entre dois meliantes e minha mãe estava no lugar errado, na hora errada. Ela caiu no chão, ele desferiu diversos golpes nela numa judiação, numa brutalidade sem tamanho”, declarou.

A Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que “representou o investigado durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional de garantir a defesa de pessoas que não tenham condições de pagar por um profissional particular, e não comentará o caso”. Já a unidade de saúde comunicou nesta terça-feira (20/10/2026) que repassa boletins médicos exclusivamente aos familiares responsáveis.

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) publicou nota de repúdio contra a agressão e prestou solidariedade à professora e aos seus familiares. A entidade declarou acompanhar a apuração policial para que o autor seja punido com o rigor da lei, ressaltando que o ataque atinge a dignidade de mulheres idosas e mobiliza toda a comunidade acadêmica.

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