Rio Verde passou a contar com um novo serviço voltado à proteção de crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio com suas famílias de origem por determinação judicial. O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (AFETO) foi inaugurado na noite desta terça-feira (6/10), na sede instalada na Rua Augusta Bastos, no Jardim Goiás, e passa a integrar a rede municipal de proteção à infância e à adolescência.
A proposta é oferecer uma alternativa ao acolhimento institucional para crianças e adolescentes que estejam sob medida de proteção. Pelo serviço, eles poderão ser recebidos temporariamente na residência de famílias previamente cadastradas, avaliadas e capacitadas pela equipe responsável pelo programa.
Durante o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento profissional, enquanto a situação de cada criança ou adolescente é monitorada pela rede de proteção e pelo Poder Judiciário. A medida busca garantir segurança e cuidado individualizado, além de preservar, sempre que possível, os vínculos familiares e comunitários.
A inauguração contou com a presença do prefeito Wellington Carrijo e da primeira-dama e secretária municipal de Assistência Social, Lara Carrijo.
Acolhimento é temporário
O AFETO não é um programa de adoção. A família acolhedora recebe a criança ou o adolescente em sua própria residência durante o período definido pela medida protetiva, sem estabelecer vínculo de filiação.
A prioridade do serviço é trabalhar para que o acolhido possa retornar à família de origem quando houver condições de segurança. Caso a reintegração não seja possível, outras medidas poderão ser determinadas pela Justiça, de acordo com a situação de cada criança ou adolescente.
Para o prefeito Wellington Carrijo, o serviço responde a uma necessidade de proteção para crianças que passam por situações de vulnerabilidade.
“Toda criança precisa de acolhimento, principalmente as órfãs. É nosso dever garantir que essas crianças tenham um lugar seguro, onde possam receber carinho, cuidado e proteção”, afirmou.
A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Lara Carrijo, destacou que a estrutura também terá a função de preparar e orientar as famílias interessadas em participar.
“Esse espaço é um refúgio para as crianças. É um lugar de acolhimento, mas também de preparação e orientação para as famílias que estão dispostas a abrir suas portas e acolher essas crianças”, disse.
Famílias passam por avaliação e capacitação
Para se tornar uma família acolhedora, o interessado precisa passar por inscrição, avaliação psicossocial e capacitação antes de ser habilitado. Depois da inclusão no serviço, continua recebendo acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais durante o período em que estiver acolhendo uma criança ou adolescente.
O acompanhamento profissional é parte central do modelo, já que o acolhimento ocorre em um momento de ruptura temporária da convivência familiar. A equipe técnica acompanha tanto as necessidades da criança quanto a adaptação da família acolhedora e a evolução do caso junto à rede de proteção.
A proposta também busca evitar que o afastamento do ambiente familiar resulte necessariamente em permanência em uma instituição. Ao oferecer uma residência previamente preparada para receber o acolhido, o município amplia as possibilidades de atendimento individualizado durante o período de proteção.
Serviço integra rede de proteção
Com a implantação do AFETO, Rio Verde amplia as alternativas de acolhimento para crianças e adolescentes em situação de violação de direitos. O serviço passa a atuar de forma articulada com os órgãos responsáveis pelo acompanhamento dos casos e com o sistema de Justiça.
A iniciativa prevê que cada acolhimento seja tratado de acordo com as características e necessidades da criança ou do adolescente, mantendo como referência a proteção integral e a preservação dos vínculos familiares e comunitários sempre que isso for possível e seguro.
A Prefeitura informa que pessoas interessadas em se tornar famílias acolhedoras podem procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social. O atendimento do AFETO é realizado na Rua Osório Coelho de Moraes, nº 1.391, no Jardim Goiás. Informações também podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (64) 98144-0251.

A partir da inauguração, o município passa a contar com mais uma modalidade de acolhimento para situações em que o afastamento familiar é necessário. O objetivo é oferecer um ambiente de cuidado durante esse período e, paralelamente, permitir que a rede de proteção e a Justiça acompanhem a situação e definam os encaminhamentos para cada caso.

