Um ataque a tiros mobilizou forças de segurança e deixou três pessoas mortas na noite de terça-feira (28/7), na zona rural de Goiatuba, no Sul de Goiás. As vítimas foram identificadas como Jainy Chaves, de 29 anos, Beatriz Soares Souza, de 27, e Nahtan Campos, de 35.
O principal suspeito, Leonardo Sena, de 43 anos, tentou tirar a própria vida após os crimes e está internado sob custódia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
O acionamento das equipes policiais ocorreu a partir do pedido de socorro de uma das vítimas, que conseguiu enviar uma mensagem no momento em que foi atingida.
“A Polícia Militar foi acionada por meio de uma mensagem enviada pelo WhatsApp. Uma pessoa de Aparecida de Goiânia informou que a irmã entrou em contato dizendo que havia sido baleada e mandou a localização”, relatou o tenente-coronel Rafael Henrique do Carmo.
Ao irem até as coordenadas indicadas, as equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar encontraram Jainy Chaves morta dentro de um automóvel nas proximidades da sede de uma fazenda. No mesmo veículo estava o suspeito ferido e com a arma de fogo no colo.
“O homem ainda apresentava sinais vitais, foi retirado do veículo, recebeu atendimento pré-hospitalar e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Goiatuba. Durante o socorro, ele apresentava estado de confusão e episódios de agressividade”, detalharam os bombeiros que atuaram na ocorrência.
Durante os procedimentos de resgate, as equipes foram informadas sobre a existência de um segundo local de crime, situado a cerca de 12 quilômetros da primeira propriedade. Ao chegarem à casa de festas dessa segunda fazenda, os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encontraram Beatriz e Nahtan já sem vida.
Leonardo Sena passou por cirurgia e, conforme nota oficial divulgada pelo Hugol, “está internado na UTI da unidade, possui estado geral grave, sedado e respira com auxílio de aparelhos”.
Autuado em flagrante por homicídio, o suspeito permanece sob escolta policial na capital. A Delegacia de Polícia Civil de Goiatuba deu início às oitivas das testemunhas e aguarda os laudos da perícia técnico-científica para reconstituir a linha do tempo dos fatos e concluir o inquérito.

