O ex-deputado federal Vilmar Rocha (PSD) defendeu publicamente que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, assuma a vaga de vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) na corrida rumo ao Palácio do Planalto. Para um dos fundadores da legenda em Goiás, a indicação do principal dirigente nacional da sigla é o movimento ideal para conferir o peso político que a campanha do ex-governador goiano necessita.
A análise foi detalhada durante entrevista ao podcast Domingos Conversa, no momento em que as articulações de bastidores indicavam que o PSD caminharia para consolidar uma chapa puro-sangue. O martelo sobre a aliança definitiva deve ser batido após uma reunião estratégica entre Caiado e Kassab, com anúncio oficial previsto para esta quarta-feira (1º/7), em Brasília.
“Eu acho que vai acabar o vice sendo do próprio PSD. E o nome natural é o Kassab”, afirmou Vilmar, que também é professor de Direito.
Na avaliação do ex-deputado, Kassab possui as condições exatas para dar sustentação à candidatura pelo fato de ser o criador e o articulador central da legenda no país. O movimento ganha relevância interna já que Caiado é considerado um recém-chegado ao partido, tendo se filiado há menos de seis meses após deixar o União Brasil.
“O Ronaldo não é do PSD. O Kassab é o fundador. Ele vai dar esse respaldo”, pontuou.
Vilmar Rocha argumentou ainda que a presença do dirigente nacional na chapa atuará como um fator de unificação, forçando o engajamento de prefeitos, governadores e parlamentares que hoje se mostram divididos nas bases estaduais. De acordo com informações de bastidores, a cúpula buscou inicialmente alianças com outras siglas, mas cedeu ao apelo de fundadores históricos por uma chapa exclusiva.
“O Kassab sendo o candidato, esse pessoal do PSD que estava em dúvida vai ter de votar no Ronaldo por causa do vice, que é o presidente nacional, o fundador do partido”, afirmou.
Ao analisar a dinâmica da disputa presidencial, o ex-deputado reforçou que a principal função de um companheiro de chapa no cenário nacional não está na capacidade de atrair votos diretamente do eleitorado, mas sim na construção de estabilidade política em torno do candidato ao Planalto.
“O vice normalmente não é quem soma voto para o candidato a presidente. A pessoa não vota no vice, ela vota no presidente. O vice tem que dar uma chancela política”, destaca.
Por fim, o líder pessedista reconheceu que o ex-governador goiano enfrenta o desafio de ampliar seu nível de conhecimento em outras regiões do país, mas projetou um cenário de evolução ao longo do debate eleitoral. “Ele precisa ser melhor conhecido no Brasil. Ele está fazendo e eu acredito que ele vai crescer”, concluiu.
A entrevista completa pode ser vista clicando aqui.

