A Avenida T-63 será o primeiro corredor de Goiânia a receber o Bus Rapid Service (BRS), novo padrão de operação do transporte coletivo lançado nesta sexta-feira (23/10) pelo prefeito Sandro Mabel e pelo governador Daniel Vilela. A apresentação ocorreu no Paço Municipal e foi acompanhada da entrega de nove ônibus zero quilômetro, com piso baixo, destinados à implantação do sistema.
A proposta é aumentar a velocidade dos coletivos e tornar as viagens mais previsíveis sem depender da construção de grandes estruturas, como as exigidas por sistemas de transporte rápido em corredores exclusivos.
A estimativa apresentada pela administração municipal é de ganho de até 30% na velocidade operacional dos ônibus.
O BRS prevê a combinação de faixas preferenciais, fiscalização eletrônica, sinalização específica e semáforos sincronizados e controlados em tempo real. A estratégia busca reduzir interferências no percurso dos coletivos e ampliar a prioridade do transporte público nas vias arteriais da capital.
Durante o lançamento, Mabel afirmou que a intenção é ampliar esse padrão de operação para outras regiões da cidade. Segundo o prefeito, o planejamento prevê cerca de 300 quilômetros de vias com metronização, sistema que utiliza recursos de controle do tráfego para favorecer a circulação dos ônibus.

“O nosso transporte coletivo, graças ao governo de Goiás, o Caiado começou e o governador Daniel está dando um impulso maior ainda, junto com a Prefeitura de Goiânia e as demais prefeituras aqui da região metropolitana, está recebendo esse investimento. Não é um BRT, mas é um ônibus que vai andar 30% mais rápido”, afirmou.
Como vai funcionar o BRS
O modelo prevê que a faixa da direita seja destinada à circulação de ônibus, motocicletas, ambulâncias e viaturas policiais, com fiscalização eletrônica para coibir o uso irregular por outros veículos. A programação semafórica sincronizada deverá contribuir para reduzir paradas e melhorar o fluxo dos coletivos ao longo do trajeto.
Segundo Leomar Avelino, diretor executivo da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (Redemob), o projeto reúne mudanças na operação viária, renovação da frota e melhorias nos pontos de embarque. O controle será integrado à Central Integrada de Trânsito e Transporte (CITT), responsável pelo acompanhamento operacional.
A proposta busca aproximar o serviço de características presentes em sistemas de transporte rápido, mas sem classificá-lo como BRT. O foco está na prioridade operacional dos ônibus em vias urbanas e no uso de tecnologia para tornar o deslocamento mais eficiente.
Frota terá 15 veículos na etapa inicial

Os nove ônibus entregues durante a solenidade fazem parte de uma frota inicial de 15 veículos de piso baixo destinados ao BRS. Outros seis estão previstos para entrega até dezembro. Os coletivos serão identificados pela cor prata, diferenciando-os dos ônibus convencionais.
Os veículos têm motor traseiro, ar-condicionado e motorização com padrão de emissões Euro 6. O piso baixo facilita o embarque e o desembarque, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e passageiros com deficiência. A configuração também busca ampliar o conforto e a capacidade de atendimento.
O governador Daniel Vilela destacou a participação do Estado na renovação do transporte metropolitano e afirmou que novas entregas deverão ocorrer ao longo dos próximos anos.

“Continuaremos fazendo novas entregas desses ônibus, com facilidade em acessibilidade. E tem toda a comodidade do ar-condicionado, Wi-Fi. E seguiremos nos próximos anos concluindo esse projeto de revitalização do transporte coletivo”, declarou.
Segundo o governador, mais de 70% do projeto de revitalização mencionado pela administração estadual já foi executado, incluindo intervenções em plataformas, terminais e pontos de ônibus.
Abrigos terão iluminação e monitoramento
Além dos veículos, a estrutura prevista para a Avenida T-63 inclui abrigos com iluminação de LED, painéis fotovoltaicos e câmeras com recursos de inteligência artificial. Um dos mecanismos anunciados é o reconhecimento do sinal universal de pedido de socorro, gesto que pode ser feito por uma pessoa em situação de risco.
Ao identificar o sinal, o sistema deverá emitir um alerta à central de monitoramento. Após a verificação da ocorrência, a equipe poderá acionar a viatura mais próxima para prestar atendimento.
O conjunto de medidas pretende integrar mobilidade e segurança nos pontos de embarque e ao longo do corredor. A efetividade do modelo dependerá da implantação dos equipamentos, da fiscalização das faixas e da coordenação entre os órgãos responsáveis pelo trânsito e pelo transporte coletivo.

