Uma operação conjunta da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Vigilância Sanitária resultou no fechamento de uma clínica de reabilitação clandestina e na prisão em flagrante de um homem nesta terça-feira (3/11), em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. As equipes retornaram ao endereço para checar o cumprimento de uma ordem de interdição prévia, mas constataram que o estabelecimento permanecia em atividade irregular.
No local, os fiscais e guardas municipais encontraram 24 internos, entre dependentes químicos e pessoas com transtornos mentais, alojados em condições precárias. Conforme apurações preliminares realizadas durante a abordagem, o grupo de pacientes havia sido transferido recentemente de outra unidade situada em Aparecida de Goiânia.
A inspeção identificou indícios de maus-tratos generalizados, incluindo um paciente com suspeita de fratura na costela e outro acamado e diagnosticado com tuberculose. As equipes também confirmaram que havia internos mantidos no local contra a própria vontade, além de indivíduos sob monitoramento por tornozeleira eletrônica e grande quantidade de alimentos vencidos e estragados destinados ao consumo dos pacientes.
Durante a chegada das forças de segurança, um dos responsáveis pela instituição conseguiu fugir por uma área de mata fechada nos arredores e segue foragido. Um segundo suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para a autuação. As autoridades não divulgaram a identidade dos investigados.
Diante do quadro de vulnerabilidade, a Secretaria Municipal de Assistência Social foi acionada para prestar suporte emergencial aos abrigados. Os internos receberam atendimento inicial e foram direcionados às autoridades policiais para prestar depoimento e viabilizar a apuração das violações de direitos.
A ação integra um cerco contínuo das forças de segurança e Vigilância Sanitária contra estabelecimentos de saúde e estética clandestinos na Região Metropolitana. Operações recentes resultaram no fechamento de unidades irregulares, prisão de falsos profissionais e apreensão de insumos vencidos e não esterilizados, que colocavam pacientes em risco grave de infecção e sequelas.
Para prevenir novos casos, as autoridades recomendam exigir o alvará sanitário e checar o registro dos profissionais nos conselhos de classe antes da contratação. Denúncias anônimas de locais suspeitos podem ser feitas pelo telefone 150, canal direto da Vigilância Sanitária.

