O Governo de Goiás concluiu o estudo de viabilidade para implantação do BRT Entorno Sul, projeto de transporte coletivo de média-alta capacidade que pretende conectar Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, à Região Administrativa de Santa Maria. Com investimento estimado em R$ 975 milhões, o sistema foi planejado para atender inicialmente mais de 50 mil passageiros por dia, e a previsão apresentada pelo Estado é iniciar as obras no primeiro semestre de 2027.
A conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Social, Ambiental e Jurídico-Legal (EVTEA/EVTESAL) representa uma etapa importante do planejamento, mas não significa que a execução esteja autorizada. O avanço depende da formalização de acordos operacionais e financeiros, incluindo o alinhamento de um termo de compromisso com o governo federal para viabilizar os recursos previstos.
Somente após a definição do financiamento e o cumprimento das etapas administrativas será possível avançar para os processos de contratação dos projetos executivos, da tecnologia empregada, das obras de infraestrutura e da frota de veículos.
O BRT foi concebido para melhorar os deslocamentos entre o Entorno Sul e o Distrito Federal, região marcada pelo fluxo diário de trabalhadores e estudantes que dependem do transporte coletivo para chegar a Brasília.
Além de Luziânia, municípios como Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Novo Gama integram a área de influência do projeto. A proposta busca oferecer uma alternativa de transporte com maior capacidade de atendimento e melhor integração com as linhas de ônibus já existentes.
A expectativa é reduzir o tempo de deslocamento e ampliar a conexão dos moradores com oportunidades de emprego, serviços de saúde e instituições de ensino no Distrito Federal. Esses resultados, entretanto, dependerão da configuração definitiva do sistema, da integração operacional e das condições de funcionamento após a implantação.
Estudo avaliou traçado, demanda e custos

O EVTEA/EVTESAL reuniu análises sobre alternativas de traçado, estimativas de demanda, custos de operação, receitas e compatibilidade com a rede de transporte existente. O levantamento também examinou os possíveis impactos ambientais e os aspectos jurídicos e institucionais necessários para a articulação entre os governos envolvidos.
Esse conjunto de informações deverá orientar as próximas decisões sobre a estrutura do BRT e o modelo econômico-financeiro. A definição das responsabilidades de cada ente público será especialmente relevante para viabilizar um projeto que envolve deslocamentos entre Goiás e o Distrito Federal.
A Secretaria-Geral de Governo de Goiás disponibilizou os documentos do estudo para consulta pública. A medida permite que moradores, órgãos de controle e demais interessados acompanhem os parâmetros técnicos utilizados na elaboração da proposta.
Financiamento é decisivo para avançar
Com a etapa de viabilidade concluída, o projeto entra em uma fase em que a articulação institucional e a garantia dos recursos passam a ser determinantes. O investimento estimado em R$ 975 milhões ainda precisa ser viabilizado conforme os acordos previstos, antes que o Estado possa avançar para as contratações necessárias.
A previsão de início das obras no primeiro semestre de 2027, portanto, está condicionada ao cumprimento dessas etapas. O cronograma poderá depender da conclusão das negociações, da formalização dos compromissos financeiros e da realização dos procedimentos licitatórios.
Para os municípios do Entorno Sul, a implantação do BRT poderá representar uma mudança na conexão com o Distrito Federal, especialmente para quem realiza diariamente o trajeto por trabalho ou estudo.
Até que o financiamento e as contratações sejam definidos, porém, o projeto permanece na fase de estruturação, com o estudo concluído e os próximos passos administrativos ainda necessários para transformar o planejamento em obra.

