Os eleitores de Joviânia, na região sul de Goiás, foram às urnas neste domingo para escolher o novo prefeito e vice-prefeito do município. O servidor público municipal Elisberto Pereira, o Elisberto da Retro (Podemos), foi eleito para o cargo com 64,98% dos votos válidos, ao lado do vice-prefeito eleito Rogério Potim (PSDB). O concorrente Pedro Lucas (Macaco), do MDB, obteve 35,02% dos votos. Os eleitos exercerão o mandato até 31 de dezembro de 2028.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), o processo de votação transcorreu de forma ordeira e pacífica em todas as seções. Dos 5.781 eleitores aptos na cidade, 4.420 compareceram às urnas, registrando uma abstenção de 20,49%. Os votos brancos somaram 1,15% e os nulos chegaram a 2,96%. Quem não compareceu deve apresentar justificativa pelo portal do TRE-GO.
O deputado federal Glaustin da Fokus, presidente do Podemos em Goiás, parabenizou os aliados pela vitória expressiva, nas redes sociais.
“Neste domingo, a população foi às urnas e confirmou uma vitória clara de um projeto construído com trabalho, experiência e compromisso com a cidade”, escreveu o deputado.
“Parabenizo Elisberto e Rogério por essa conquista expressiva, fruto da confiança de quem reconhece quem já fez e conhece a realidade de Joviânia. Contem comigo nessa nova caminhada. Seguimos juntos por uma Joviânia cada vez mais forte”, acrescentou Glaustin.
A eleição foi determinada pela Justiça Eleitoral após a cassação definitiva dos mandatos do ex-prefeito Max Pereira Barbosa, do ex-vice Roudison Sabino Muniz e de dois vereadores. A punição ocorreu após uma ação de Renis Eustáquio Gonçalves, candidato no pleito de 2024, que denunciou práticas de captação ilícita de votos e abuso de poder econômico na campanha anterior.
O tribunal encontrou provas de movimentações financeiras incompatíveis com o patrimônio declarado dos investigados. Entre as fraudes comprovadas estavam a compra de votos via transferências bancárias, distribuição de brindes e bebidas alcoólicas em showmícios, além de comícios ilegais. Como as irregularidades anularam mais de 50% dos votos válidos daquela eleição, a lei exigiu a convocação do novo pleito deste domingo.

