A Prefeitura de Goiânia intensificou as ações de fiscalização ambiental e autuou, nesta segunda-feira (21/7), o proprietário de um lava jato por descarte irregular de resíduos em Área de Preservação Permanente (APP), às margens do Córrego Capim Puba, no Setor Aeroporto. A operação foi realizada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) em conjunto com a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) e resultou na aplicação de multa de R$ 5 mil, além da constatação de que o estabelecimento funcionava sem licença ambiental.
A fiscalização foi desencadeada após uma denúncia publicada nas redes sociais, que apontava o descarte clandestino de resíduos na Rua 15-A, região próxima ao córrego. As equipes localizaram o veículo utilizado na infração e identificaram o responsável pelo estabelecimento comercial.
Durante a abordagem, o proprietário informou que um funcionário teria utilizado o automóvel para realizar o descarte sem sua autorização. Segundo ele, o veículo pertenceria a uma cliente do lava-jato. Apesar da justificativa apresentada, a responsabilidade pela irregularidade foi mantida e a autuação aplicada pelos agentes municipais.
Além da infração ambiental relacionada ao descarte irregular, a equipe de fiscalização verificou que o lava-jato operava sem a licença ambiental exigida para o funcionamento da atividade. Diante da irregularidade, o estabelecimento foi notificado e terá prazo de 30 dias para regularizar sua situação junto aos órgãos competentes.
A ação integra o conjunto de medidas adotadas pela Prefeitura de Goiânia para ampliar a fiscalização ambiental e coibir práticas que comprometem a preservação dos recursos naturais da capital, especialmente em áreas protegidas por legislação ambiental.
Segundo a Guarda Civil Metropolitana, o descarte irregular de resíduos em Áreas de Preservação Permanente provoca uma série de impactos ambientais, entre eles a contaminação das águas, o acúmulo de lixo nos cursos d’água, o aumento do risco de alagamentos, a proliferação de insetos transmissores de doenças, além da degradação da fauna e da flora locais.

Outro problema recorrente é o comprometimento da vegetação ciliar, responsável por proteger as margens dos córregos. A retirada ou degradação dessa cobertura natural favorece processos erosivos, acelera o assoreamento dos cursos d’água e reduz a capacidade de drenagem das bacias urbanas, ampliando os riscos durante o período chuvoso.
A administração municipal reforça que o combate aos crimes ambientais depende também da participação da população. Por isso, orienta que situações de descarte clandestino sejam comunicadas imediatamente aos órgãos responsáveis, permitindo uma resposta mais rápida das equipes de fiscalização.
Prefeitura disponibiliza canais para denúncias
As denúncias podem ser realizadas pelos canais oficiais da Guarda Civil Metropolitana, por meio do telefone 153, ou junto à Secretaria Municipal de Eficiência e à fiscalização ambiental pelo número (62) 3524-2115. Sempre que possível, o denunciante deve informar o endereço exato, data, horário e características da ocorrência, contribuindo para a identificação dos responsáveis.
Com ações de fiscalização, autuações e monitoramento permanente, a Prefeitura de Goiânia busca reduzir os danos ambientais provocados pelo descarte irregular de resíduos e fortalecer a preservação das áreas verdes e dos recursos hídricos da capital.

