O desdobramento deste caso consta na reportagem “Justiça anula operação policial em local de cultivo de maconha em Anápolis”, publicada em 12/06/2026, que aborda a anulação da operação e traz o direito de resposta dos envolvidos.
A Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e o Grupo de Repressão a Roubos (Garra/Deic) desarticularam, nesta segunda-feira (25/5), um sofisticado laboratório clandestino de skunk na zona rural de Anápolis. A ação da Polícia Civil de Goiás resultou na prisão em flagrante de cinco pessoas pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico.
As investigações começaram após denúncias de que o grupo mantinha uma estrutura de alta tecnologia para produzir uma variedade de maconha com elevado teor de THC. O entorpecente abastecia um mercado consumidor selecionado, composto por usuários de alto poder aquisitivo em Anápolis, Goiânia e Brasília.
Durante a varredura no imóvel rural monitorado, as equipes periciais e policiais contabilizaram cerca de 400 plantas de cannabis em diferentes fases de crescimento. Além do cultivo direto, a operação apreendeu aproximadamente 150 quilos de skunk já processados e porções de haxixe (concentrado da resina extraída da planta cannabis) prontas para a venda.
Toda a cadeia produtiva funcionava de forma automatizada no local. Os suspeitos utilizavam equipamentos profissionais de iluminação artificial, controle rigoroso de temperatura, ventilação forçada, sistemas de irrigação e fertilização química programada.

O uso intensivo dessa infraestrutura tecnológica servia para acelerar as colheitas, modificar características híbridas e concentrar os efeitos psicoativos da planta. A tática garantia a pureza e a alta qualidade comercial exigida pelo mercado ilegal de luxo.
Com a intervenção, a polícia retirou de circulação uma carga avaliada em R$ 2 milhões. Todo o material botânico e químico foi coletado pelo Laboratório de Narcóticos da Polícia Científica de Goiás para a produção das provas técnicas do inquérito.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades policiais. A medida visa preservar o andamento das investigações e a identificação de possíveis novos integrantes da organização criminosa.

