A Polícia Civil de Goiás prendeu preventivamente um homem investigado por torturar a própria filha, de 12 anos, no município de Edéia, no sul do Estado. A prisão foi realizada na quarta-feira (29/7), após o avanço das investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia local, que reuniu elementos considerados suficientes para solicitar à Justiça a medida cautelar contra o suspeito.
Segundo a apuração policial, o investigado, separado da mãe da adolescente, levou a filha para sua residência, onde teriam ocorrido as agressões. Durante as investigações, a Polícia Civil constatou indícios de que a vítima foi submetida a violência física, sofrendo diversas lesões pelo corpo.
De acordo com o inquérito, as agressões teriam sido praticadas com uma mangueira, provocando hematomas nas costas da adolescente. A investigação também aponta que o mesmo objeto teria sido utilizado em uma tentativa de enforcamento, causando intenso sofrimento físico à vítima.
Em depoimento prestado à Polícia Civil, a menina relatou que as agressões só cessaram quando começou a perder a consciência.
As investigações indicam que a violência teria sido motivada por conflitos familiares. Conforme apurado pela Polícia Civil, a adolescente costumava defender a mãe durante discussões com o pai, situação que teria gerado desentendimentos entre ambos.
Outro fator investigado é uma publicação feita pela vítima em uma rede social, na qual aparecia a mãe ao lado do atual companheiro, circunstância que, segundo a investigação, também teria motivado a reação do suspeito.
Com base nos depoimentos, nos laudos e nas demais provas reunidas durante o inquérito, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi analisado pelo Poder Judiciário, que deferiu a medida cautelar.
Suspeito permanece à disposição da Justiça
Após a expedição do mandado, equipes da Polícia Civil localizaram o suspeito em sua residência, efetuaram a prisão e o conduziram à Delegacia de Polícia de Edéia para o cumprimento dos procedimentos legais. Em seguida, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para a conclusão das investigações, com a continuidade da coleta de provas e demais diligências necessárias ao esclarecimento completo dos fatos. O caso será encaminhado ao Poder Judiciário após a finalização dos trabalhos investigativos.

