Hoje é 29 de outubro de 2026 03:49

Prefeito de São Simão é preso durante operação contra fraude na saúde

Alvo de ação policial que apura desvio de R$ 1,3 milhão na saúde, gestor foi preso após a polícia encontrar duas armas de fogo em sua casa
Prefeito de São Simão, Wallison Freitas, preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo durante operação contra fraudes na saúde // Foto: Reprodução

O prefeito de São Simão, Wallison Freitas (Podemos), foi preso na manhã desta quarta-feira (24/6) durante a Operação Carreta Ardilosa, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás. A ação investiga um esquema de fraudes em licitações, desvio de dinheiro público e irregularidades em contratos de serviços médicos fechados em 2023 por meio de unidades móveis de saúde.

Segundo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap), os contratos sob suspeita movimentaram quase R$ 1,3 milhão. Os investigadores apontam que houve direcionamento da licitação, sobrepreço e cobranças em duplicidade por consultas e exames. Além disso, a polícia identificou indícios de que parte dos serviços oftalmológicos pagos pela prefeitura nunca foi realizada.

A operação cumpriu 23 medidas judiciais, incluindo nove mandados de busca e apreensão em São Simão, Alvorada do Norte, Nova Veneza e Goiânia. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos investigados.

Embora o foco da operação fossem os crimes contra a administração pública, o prefeito acabou sendo preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Os agentes encontraram duas armas na residência do político durante o cumprimento dos mandados de busca. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional e, até o fechamento desta edição, encontrava-se preso na Unidade Prisional de Quirinópolis.

Em nota, a defesa de Wallison Freitas informou que ainda não teve acesso integral ao procedimento policial e que desconhece os elementos que embasaram a investigação, mas afirmou confiar plenamente na inocência do prefeito em relação às suspeitas de fraudes.

Sobre a prisão pelas armas de fogo, os advogados alegaram que os itens pertenciam ao pai de Wallison, um policial militar aposentado que faleceu recentemente. A defesa assegurou que essa situação será devidamente comprovada e esclarecida perante as autoridades competentes ao longo das apurações.

Confira íntegra da nota da defesa

“A defesa de Wallisson José de Freitas informa que, até o presente momento, não teve acesso integral ao procedimento policial, razão pela qual não possui conhecimento detalhado dos elementos que embasaram a investigação ocorrida nesta data.

Não obstante, a defesa reafirma sua absoluta confiança na inocência do Sr. Wallisson José de Freitas em relação às imputações relacionadas a supostos crimes contra a Administração Pública, destacando que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso da investigação, oportunidade em que será demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita praticada por seu constituinte.

Quanto à suposta posse irregular de arma de fogo, esclarece-se, desde já, que as armas encontradas pertenciam ao pai do investigado, policial militar aposentado, falecido recentemente, circunstância que será devidamente comprovada e esclarecida perante as autoridades competentes.

A defesa confia na Justiça e que a apuração técnica, imparcial e baseada em provas permitirá o completo esclarecimento dos fatos, resguardando-se a presunção de inocência, garantia fundamental assegurada pela Constituição Federal.”

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