O Senai Goiás alcançou seu melhor resultado histórico na avaliação nacional da qualidade da educação profissional. A instituição obteve nota 8,3 no Indicador de Desempenho da Avaliação Profissional (IDAP), superando a média brasileira, de 8,1, e a meta nacional estabelecida para o período, de 7,9. O desempenho foi divulgado na terça-feira (27/10), pelo Departamento Nacional do Senai, com base nos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Profissional (SAEP).
Outro indicador que aponta a relação entre formação e mercado de trabalho é a empregabilidade dos concluintes dos cursos técnicos. Em Goiás, 94,4% dos profissionais formados pelo Senai estão empregados, percentual superior à média nacional, de 86,8%. A diferença é de 7,6 pontos percentuais.
O IDAP avalia o desempenho dos estudantes que concluem cursos técnicos por meio de provas objetivas e atividades práticas. Nestas últimas, os alunos são submetidos a situações que simulam desafios encontrados no ambiente profissional, permitindo verificar a aplicação dos conhecimentos adquiridos durante a formação.
Para Osvair Almeida, gerente de Educação Profissional do Senai Goiás, os resultados refletem o trabalho desenvolvido pela instituição nos últimos anos e a aproximação entre o conteúdo dos cursos e as necessidades das empresas.
“O Senai Goiás alcançou seu melhor resultado histórico no IDAP, superando tanto a meta estabelecida nacionalmente quanto a média brasileira. Na empregabilidade, também estamos acima da média do País, o que reforça a contribuição da formação profissional para atender às demandas do mercado de trabalho”, afirma.
Investimentos em estrutura e qualificação

O diretor regional interino do Senai Goiás, Claudemir Bonatto, atribui o desempenho a um conjunto de ações voltadas à formação dos estudantes e à modernização das unidades. Entre as medidas estão a capacitação de professores e instrutores, a atualização dos laboratórios didáticos e a melhoria da infraestrutura utilizada nas atividades de ensino.
Segundo ele, os investimentos foram acompanhados de iniciativas para padronizar os ambientes de aprendizagem e ampliar a qualidade dos materiais e insumos empregados nas aulas práticas.
“Quando olhamos o conjunto dessas variáveis que retratam nosso desempenho, vemos que os planos de ação e os investimentos dos últimos anos realmente deram resultado. Nossos alunos estão saindo com um aprendizado muito melhor, tanto na teoria quanto na prática”, destaca Bonatto.
O diretor também ressalta o trabalho de preparação das equipes pedagógicas e técnicas, com encontros e atividades de orientação para professores, supervisores e profissionais responsáveis pelo suporte às unidades.
“Fizemos um trabalho intenso de preparação e qualificação de nossos professores. Junto com isso, desenvolvemos, nos últimos anos, um projeto de padronização e modernização dos laboratórios didáticos do Senai, além de investimentos em infraestrutura, materiais de melhor qualidade e insumos para as atividades práticas”, afirma.
Empresas reconhecem a formação

Os resultados também aparecem nos indicadores do Sistema de Acompanhamento de Egressos (Sapes), que acompanha a situação profissional de quem concluiu os cursos e reúne informações sobre a percepção dos empregadores.
O levantamento aponta aumento médio de 47,3% na renda dos egressos após a formação. A satisfação das empresas com os profissionais formados pelo Senai alcançou nota 9,3, enquanto a avaliação da adequação do perfil desses trabalhadores às exigências do mercado ficou em 8,7.
Os números permitem observar diferentes dimensões do resultado da educação profissional: a aprendizagem dos estudantes, a inserção no mercado de trabalho, a evolução da renda e a avaliação das empresas que contratam os técnicos.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, a qualificação profissional é um componente importante para acompanhar as mudanças tecnológicas e atender às demandas do setor produtivo.
“A indústria precisa de profissionais qualificados para acompanhar as transformações tecnológicas e ampliar sua produtividade. Os resultados do Senai Goiás mostram a importância de oferecer uma formação conectada às necessidades das empresas e às oportunidades de desenvolvimento dos trabalhadores”, afirma.
A instituição prevê dar continuidade às ações de formação de docentes, aperfeiçoamento pedagógico e modernização das unidades. Entre as iniciativas está o programa Docente Top 10, voltado ao desenvolvimento dos profissionais que atuam diretamente no ensino.
Com indicadores acima das médias nacionais em qualidade e empregabilidade, o desafio passa a ser manter o desempenho e acompanhar as transformações do mercado de trabalho. A atualização dos cursos, dos laboratórios e das competências dos instrutores será parte desse processo, especialmente em setores industriais que incorporam novas tecnologias e exigem profissionais cada vez mais preparados.

