O clima esquentou na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) na tarde desta terça-feira (12/5), durante sessão plenária. O deputado estadual Major Araújo (PL) protagonizou um momento de forte tensão com o coronel da PM Edson Melo, conhecido como “Edson Raiado”.
O episódio ocorreu após o parlamentar acusar o oficial de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Ciente das declarações, o Coronel Raiado compareceu à Alego com outros quatro militares armados. Embora impedido de entrar com armamento no plenário, o oficial posicionou-se de forma a encarar o deputado durante a sessão.
O parlamentar entendeu a presença como uma tentativa de intimidação e disparou ofensas: “O que esse bosta tá fazendo aqui? Está tentando me intimidar, realmente a Assembleia Legislativa de Goiás acabou”.
E completou citando investigação envolvendo o coronel: “Serve o PCC. Investigado pela Operação Carbono Oculto”, afirmou.
Durante a confusão, ele também chamou o militar de “idiota” e “coronel do PCC”.
Recentemente, o Ministério Público de Goiás denunciou o Coronel Raiado à Justiça por homicídio qualificado. Ele é acusado pela execução de três pessoas em um suposto confronto: um delator do PCC, um mecânico de helicóptero e um ajudante de mecânico. Para Major Araújo, as mortes foram “queima de arquivo”.
Este é o segundo caso grave envolvendo o Major Araújo na Alego em menos de uma semana. Na última quarta-feira, o parlamentar pediu autorização para entrar armado no plenário após um bate-boca com o deputado Amauri Ribeiro (PL), afirmando que não aceitaria ser “chamado para os tapas”.
Após a repercussão do caso, o Coronel Raiado publicou um vídeo nas redes sociais rebatendo o parlamentar. Na gravação, ele relembrou o caso da menina Ana Clara Pires Camargo, morta em 2017. Na época, Major Araújo confirmou que conhecia o suspeito do crime e que o havia orientado a se entregar às autoridades.

