Hoje é 24 de outubro de 2026 06:42

Adriano da Rocha Lima comenta crise que resultou na saída da Enel de Goiás

Ex-secretário-geral de Governo relembra bastidores e pontos marcantes da pressão da gestão de Caiado até a troca da concessionária de energia
Ex-secretário Adriano da Rocha Lima detalha bastidores da articulação do Governo de Goiás para a saída da Enel e transição para a Equatorial // Foto: Divulgação

A crise no fornecimento de energia em Goiás esteve entre os principais desafios do governo Ronaldo Caiado, segundo o ex-secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima. Em entrevista ao podcast Domingos Conversa, publicada nesta segunda-feira (4/5), ele detalhou a atuação do Estado para pressionar a Enel e viabilizar a troca pela Equatorial.

De acordo com Adriano, o governo articulou ações junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Ministério de Minas e Energia e a parlamentares federais, já que a concessão do serviço é de responsabilidade da União. A iniciativa buscava reverter a queda na qualidade do fornecimento, que, segundo ele, já apresentava índices elevados de interrupção desde o início da gestão, em 2019.

“Nós conseguimos fazer o que São Paulo ainda não conseguiu”, afirmou.

“Com muito trabalho, muita insistência junto aos órgãos federais, Agência Nacional de Energia Elétrica, Ministério de Minas e Energia e também os parlamentares, principalmente os federais, porque a concessão é federal, nós conseguimos expulsar a Enel de Goiás”, disse.

Pedido para deixar o estado e cenário após a troca

Adriano também citou uma reunião no Palácio Pedro Ludovico Teixeira com Livio Gallo, então vice-presidente mundial da Enel, que teria ido a Goiás discutir alternativas diante da pressão do governo estadual.

“O governador virou para ele e falou assim: ‘Olha, vou te dizer uma coisa, a única coisa que você pode fazer pela gente hoje é sair do Estado de Goiás’”, relatou.

Ex-secretário aponta que faltava apoio da Enel aos funcionários para resolver os problemas

Apesar das críticas, Adriano destacou que havia profissionais qualificados na empresa, mas sem respaldo da estrutura corporativa.

“Você via do outro lado pessoas que queriam melhorar, profissionais muito bons, qualificados. Mas eles não conseguiam apoio da estrutura da empresa. No final das contas, a empresa não dava os recursos necessários para que isso pudesse ser feito”, afirmou.

Sobre a Equatorial, ele avaliou que houve melhora nos indicadores de qualidade, embora o serviço ainda enfrente questionamentos.

“É muito diferente. Posso dizer com tranquilidade, ainda mais estando fora do meio”, disse.

A entrevista pode ser conferida no link https://youtu.be/qlx4_c6X68Q?si=8fL5zlMKsTUuf_5T

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