O plenário da Câmara de Goiânia aprovou em votação definitiva, nesta quarta-feira (9/9), os projetos de lei do presidente da Casa, Romário Policarpo (Cidadania), que atribuem os nomes dos clubes da capital aos principais terminais de passageiros. O Terminal Praça da Bíblia passará a se chamar Terminal Praça da Bíblia Vila Nova Futebol Clube, enquanto o Terminal Isidória será modificado para Terminal Isidória Goiás Esporte Clube. As propostas seguem para sanção do prefeito Sandro Mabel (União Brasil).
A medida completa o pacote de homenagens iniciado com a lei do Terminal Praça A Atlético Clube Goianiense, também de autoria de Policarpo, já sancionada e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) no último dia 1º de setembro. Além do ganho cultural e do ajuste na sinalização com as cores das agremiações, as propostas corrigem um vácuo legal: levantamentos técnicos revelaram que as unidades usavam informalmente o nome das praças vizinhas, sem legislação específica cadastrada.
A iniciativa não trará custos aos cofres municipais, pois o Consórcio Redemob arcará com as adequações operacionais e visuais por avaliar que as homenagens agregam valor ao sistema. As diretorias de Atlético, Goiás e Vila Nova apoiaram unanimemente a medida, destacando o reconhecimento histórico e a ligação dos espaços com suas praças esportivas, como o Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA). A estratégia segue modelos consolidados em capitais como São Paulo, que batizou estações como Corinthians-Itaquera, Palmeiras-Barra Funda e São Paulo-Morumbi.
Em entrevista coletiva, Policarpo defendeu que o impacto vai além do simbolismo e atinge diretamente a mobilidade urbana e a atração de investimentos.
“O primeiro ganho é de mobilidade, para estimular o uso do transporte público e aliviar o trânsito nos dias de jogos. A médio e longo prazos, abre a possibilidade de vender concessões desses terminais a empresas. Agregar o nome dos clubes valoriza esses locais na hora de negociar a gestão comercial”, explicou o presidente da Câmara.
Vereadores veem ganho econômico e zelo pelo patrimônio
A proposta foi bem recebida em plenário por parlamentares de diferentes bancadas, que destacaram o impacto no comércio local, no turismo e na preservação das estruturas físicas.
O vereador Henrique Alves (MDB) ressaltou a facilidade de localização geográfica para torcedores e visitantes, além da preservação. “A proposta consolida uma identificação cultural. O torcedor passa a entender o terminal como parte do próprio clube, ajudando a cuidar do espaço e a evitar o vandalismo”, avaliou.

Para Thialu Guiotti (Avante), o foco da medida está na arrecadação municipal por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). “O objetivo é atrair recursos privados para o caixa da prefeitura. Quando a comunidade desenvolve o sentimento de pertencimento, o patrimônio é mais bem cuidado”, afirmou.
Presidente da Comissão de Esporte, Sanchez da Federal (PP) destacou a preservação da tradição e a movimentação financeira. “A ideia é agregar sem perder o nome original. O esporte movimenta a hotelaria, os motoristas de aplicativo, bares e restaurantes da região”, disse.
Por fim, Olavo Pires (PRTB) pontuou o zelo da torcida com o espaço público. “A medida alavanca a economia nos dias de jogos e faz com que o próprio torcedor ajude o município na manutenção e na segurança do local”, concluiu.

