Hoje é 21 de outubro de 2026 15:33

Daniel Vilela defende federação entre MDB e PSD e articula com Caiado

Governador discute proposta com Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, enquanto Ronaldo Caiado deve levar a ideia à direção nacional do PSD
Governador Daniel Vilela e o ex-governador Ronaldo Caiado articulam no cenário nacional a proposta de federação partidária entre MDB e PSD // Foto: Arquivo

O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), defende a criação de uma federação nacional entre o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e o Partido Social Democrático (PSD). A proposta já é discutida com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e deve ser levada à direção do PSD pelo ex-governador Ronaldo Caiado, presidente da sigla em Goiás. Um almoço entre Daniel e Caiado estava previsto para esta quarta-feira (21/10), com possibilidade de discutir os próximos passos da articulação.

“Estou defendendo internamente dentro do MDB, e o governador Caiado vai começar a defender agora também, que a gente faça uma federação entre o MDB e o PSD nacional”, disse Daniel ao jornal O Popular, nesta terça-feira (20/10), após a inauguração do Fórum Cível e de Família de Aparecida de Goiânia. Sobre a articulação entre as cúpulas partidárias, acrescentou: “Eu estou discutindo isso dentro do MDB com o Baleia, e ele vai levar essa tese internamente dentro do PSD”.

A iniciativa busca aproximar duas legendas com presença expressiva na política nacional e ampliar sua capacidade de negociação na formação de alianças eleitorais. Em Goiás, Daniel comanda o MDB estadual, enquanto Caiado preside o PSD no estado. A eventual federação daria dimensão nacional à convergência entre os dois grupos, que integram a base política do governo goiano.

A articulação ocorre também em meio ao alinhamento dos dois líderes em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Daniel e Caiado oficializaram apoio ao candidato em um ato realizado em Goiânia, em 6 de outubro, e participaram juntos de uma carreata em Aparecida de Goiânia no dia 17. No segundo turno, entretanto, as duas siglas não adotaram uma posição nacional unificada: enquanto lideranças de setores do MDB manifestaram apoios distintos, a direção nacional do PSD optou pela neutralidade.

Uma federação partidária é diferente de uma coligação eleitoral tradicional. Pela legislação, os partidos federados precisam atuar como uma unidade em âmbito nacional por, no mínimo, quatro anos, embora mantenham seus nomes e estruturas próprias. O modelo exige compromissos compartilhados nas decisões eleitorais e partidárias, o que torna necessário conciliar os interesses das direções nacionais e dos diretórios estaduais.

No MDB, a diversidade de posições sobre a eleição presidencial evidencia o desafio de construir um entendimento nacional. No PSD, o apoio de Caiado a Flávio Bolsonaro contrasta com a neutralidade definida pela direção nacional, que deixou lideranças e diretórios livres para manifestar suas preferências. Uma eventual federação exigiria, portanto, negociações sobre o posicionamento político e a organização das duas siglas em diferentes estados.

O almoço entre Daniel Vilela e Ronaldo Caiado deve servir para discutir os próximos passos da proposta e a atuação das lideranças goianas nas tratativas. A federação, contudo, ainda não foi formalizada e depende de entendimentos nas instâncias nacionais do MDB e do PSD. Se concretizada, poderá influenciar a distribuição de recursos partidários, a organização de candidaturas futuras e a composição de alianças políticas no país.

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