O governador Daniel Vilela (MDB) definiu o ex-senador Luiz do Carmo (PSD) como candidato a vice-governador em sua chapa para as eleições deste ano em Goiás. A decisão foi anunciada na noite desta terça-feira (4/8), após reunião com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), e revela um movimento pragmático: pacificar a base governista e garantir o apoio do valioso eleitorado evangélico às vésperas da convenção oficial.
Com o anúncio, o grupo governista completa a chapa majoritária mantendo o PSD na vice. Para viabilizar a aliança, o desfecho exigiu abrir mão do nome preferido de Caiado — o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima — e de José Mário Schreiner, representante do agronegócio e ex-presidente da Faeg.
Prevaleceu na cúpula a leitura de que preterir Luiz do Carmo traria um desgaste político proibitivo. Irmão do bispo Oídes do Carmo, presidente da Convenção da Assembleia de Deus Madureira em Goiás, o ex-senador personifica a ponte com uma das maiores e mais engajadas bases religiosas do estado.
A pressão das lideranças evangélicas intensificou-se nos últimos dias. O recado ficou ainda mais claro no fim de semana, quando o Podemos — antigo partido de Luiz do Carmo — realizou sua convenção sem formalizar o apoio a Daniel Vilela, condicionando publicamente a aliança à presença do ex-senador na chapa majoritária.
Figura experiente no cenário goiano, Luiz do Carmo já foi deputado estadual e ocupou uma cadeira no Senado por quatro anos, assumindo a vaga com a eleição de Caiado ao governo em 2018. Em 2022, abriu mão da reeleição em prol da unidade do grupo político. Agora, retorna ao centro do tabuleiro eleitoral como peça-chave para blindar a candidatura de Vilela contra perdas de apoio decisivas.
A chapa MDB-PSD será oficialmente homologada nesta quarta-feira (5/8), consolidando a união das forças governistas para a disputa ao Palácio das Esmeraldas.

