Hoje é 24 de outubro de 2026 11:31

Mulher é presa suspeita de torturar filho acamado em Rio Verde

Segundo a Polícia Civil, vítima era mantida amarrada, vivia em condições insalubres e apresentava sinais de maus-tratos constantes
De acordo com as investigações, o homem era mantido com braços e pernas amarrados, e ainda apresentava marcas visíveis nos punhos e tornozelos, além de sinais de desnutrição, debilidade física e ausência de cuidados básicos de saúde // Foto: PCGO

Uma mulher foi presa em flagrante, na sexta-feira (15/5), suspeita de torturar e submeter a maus-tratos o próprio filho, um homem acamado e em situação de extrema vulnerabilidade, no município de Rio Verde. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás após denúncia encaminhada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que já acompanhava a situação.

Equipes da Central de Flagrantes da 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) se deslocaram até a residência acompanhadas por profissionais da rede de assistência. No local, os agentes encontraram a vítima em um ambiente considerado insalubre, sem condições mínimas de higiene, segurança e dignidade, o que reforçou a necessidade de intervenção imediata.

De acordo com as investigações iniciais, o homem era mantido frequentemente com braços e pernas amarrados, inclusive em momentos em que permanecia sozinho na casa. Ele apresentava marcas visíveis nos punhos e tornozelos, além de sinais de desnutrição, debilidade física e ausência de cuidados básicos de saúde.

Relatos colhidos durante a ocorrência indicam que a vítima passava dias sem banho, recebia alimentação de forma irregular e dormia em uma estrutura improvisada na área externa da residência, ficando exposta ao frio e à chuva. Vídeos entregues à Polícia Civil também apontam situações de violência psicológica, humilhação e negligência contínua.

Após o resgate, o homem foi encaminhado para atendimento médico e, em seguida, acolhido pela rede de proteção social do município, que deverá acompanhar o caso e garantir assistência adequada.

A mulher foi autuada em flagrante pelos crimes de tortura e maus-tratos. Diante da gravidade dos fatos e da existência de denúncias anteriores envolvendo a mesma vítima, a Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em preventiva.

O caso reacende o alerta para a importância das denúncias em situações de violência doméstica e negligência contra pessoas em condição de vulnerabilidade, além de reforçar o papel das redes de proteção social na identificação e interrupção desse tipo de crime.

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