O Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO) promoveu, na manhã desta quarta-feira (2/9), no Senac Cora Coralina, em Goiânia, o evento “Fórum Empresarial – Eleições 2026 – Governo de Goiás”. O encontro reuniu os principais postulantes ao Palácio das Esmeraldas — Daniel Vilela (MDB), Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) — para ouvir as demandas do setor produtivo e apresentar diretrizes de gestão voltadas ao desenvolvimento econômico regional.
A abertura do evento destacou a urgência em debater soluções para gargalos históricos que impactam o ambiente de negócios no estado, como a transição da Reforma Tributária e a oferta de infraestrutura. O presidente do Sistema OCB Goiás (Cooperativas), Luis Alberto Pereira, avaliou o painel como um espaço democrático decisivo para alinhar projetos às necessidades reais da economia goiana.
“É muito importante esse encontro, porque tratamos temas cruciais para o setor produtivo como infraestrutura, principalmente a energia elétrica, as rodovias, a questão da conectividade”, afirmou Luis Alberto Pereira.
“Também falamos sobre meio ambiente, sobre como destravar as licenças ambientais e, principalmente, com as preocupações referentes a essa reforma tributária. Foi importante entender as ideias de cada um”, acrescentou.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia, Gustavo Faria, complementou ressaltando que o impacto do novo modelo tributário sobre os setores de comércio e serviços exige um ambiente favorável ao empreendedorismo.
“Além de escutar as propostas, a gente também consegue colocar para os candidatos propostas de onde são as dores reais do empresário, como criar um ambiente de negócios favorável para que a gente cresça investimentos, geração de renda e emprego no estado de Goiás”, pontuou Gustavo Faria.
Veja a seguir, os principais pontos destacados pelos candidatos ao falar com a imprensa após o encontro:
Daniel Vilela defende equilíbrio fiscal e parceria na Reforma Tributária
O governador e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), destacou a recuperação da credibilidade fiscal do estado conquistada nos últimos anos e defendeu uma atuação conjunta com a bancada federal para mitigar os impactos da Reforma Tributária sobre os estados produtores.
“Nosso objetivo é fazer com que Goiás continue avançando e sendo referência. Nós seremos parceiros na construção de uma transição adequada e vamos lutar para que, em nível nacional, a gente possa suportar o setor produtivo goiano”, afirmou Daniel Vilela.
Luis Cesar aposta em alinhamento federal e simplificação tributária
O candidato Luis Cesar Bueno (PT) apontou a localização estratégica de Goiás como trunfo para ampliar a arrecadação e defendeu o alinhamento político com o governo federal como motor de desenvolvimento.
“Queremos melhorar a arrecadação do Estado com desenvolvimento econômico e justiça social. Junto com o setor produtivo, poderemos fazer uma parceria para que, através da simplificação tributária, Goiás se equipare aos estados do Sul”, destacou Luis Cesar.
Marconi promete combate à fuga de indústrias e critica taxa do agro
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) focou sua apresentação na necessidade de atrair novas empresas, criticou a tributação sobre o agronegócio e defendeu uma gestão voltada à inovação tecnológica.
“O desafio agora é a gente mudar a reforma tributária e evitar que as indústrias fujam de Goiás. Em relação à taxa do agro, eu jamais criei e jamais criarei. Não há nenhuma chance de se atentar novamente contra o bolso do agricultor”, assegurou Marconi Perillo.
Wilder foca em capacitação profissional e redução da carga de impostos
O candidato Wilder Morais (PL) enfatizou sua experiência como empresário e ex-secretário para defender a qualificação da mão de obra regionalizada via Sistema S e o aumento da receita por meio da produtividade, sem a criação de impostos.
“Sou contra qualquer taxa. Se eu produzir mais no agronegócio, na indústria e na mineração, eu aumento a receita. Não quero aumentar nenhum tipo de imposto, pelo contrário, nós vamos trabalhar para baixar imposto e ganhar em volume”, concluiu Wilder Morais.

