A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Aparecida de Goiânia, deflagrou uma operação nesta sexta-feira (23/10) com o objetivo de desarticular um esquema de golpe do boleto falso. A ação deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão na cidade de Senador Canedo para arrecadar celulares, computadores, documentos e outros materiais eletrônicos que ajudem a identificar os envolvidos no crime.
As investigações apontam que os estelionatários utilizavam indevidamente o nome e a marca de uma empresa do setor imobiliário para abordar clientes pelo WhatsApp. Se passando por colaboradores legítimos da corporação, os criminosos enviavam faturas adulteradas diretamente aos consumidores. Uma das vítimas efetuou o pagamento acreditando na autenticidade do documento enviado.
O valor desembolsado pela vítima foi direcionado para a conta bancária de uma empresa criada poucos dias antes do crime. Logo após o recebimento da quantia, a pessoa jurídica teve sua situação cadastral suspensa na Receita Federal, indício claro de que a estrutura corporativa foi aberta exclusivamente como fachada para a lavagem do dinheiro oriundo de fraudes.
A operação deflagrada em Senador Canedo integra um esforço contínuo da PCGO no combate a redes criminosas especializadas em estelionato eletrônico. Em ações recentes promovidas por unidades especializadas, foram desmantelados esquemas milionários que clonavam sites de concessionárias de água e energia elétrica, além de sistemas de lotéricas e cobranças corporativas, acumulando prejuízos dezenas de milhões de reais na Região Metropolitana de Goiânia e no interior do estado.
Diante do avanço dessas táticas, que envolvem o uso de dados vazados para conferir veracidade às abordagens, a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) faz um alerta à população. A recomendação da polícia é para que os cidadãos jamais paguem faturas recebidas passivamente por e-mail ou WhatsApp e prefiram emitir a segunda via de cobranças diretamente nos portais e aplicativos oficiais das empresas.
A polícia orienta ainda a verificação minuciosa do CNPJ e da razão social do beneficiário no aplicativo do banco antes da confirmação de qualquer transação via Pix ou boleto. Em cases de fraude consumada ou tentativa, o boletim de ocorrência deve ser registrado imediatamente na Delegacia Virtual ou presencialmente, medida essencial para o bloqueio judicial de contas e direcionamento das investigações.
Os nomes dos suspeitos investigados na operação desta sexta-feira não foram divulgados pelas autoridades policiais, e o caso segue sob apuração.

